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19/04/2007 - O BOLSO DIZ OBRIGADO

Quinze quedas nos juros já fazem diferença ao consumidor.

O Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou ontem a 15° redução consecutiva, desde setembro de 2005, na taxa básica de juro, a Selic, que serve de referência para as demais. Ela passa a valer 12,50% ao ano, ainda a maior do mundo.

A queda no custo do dinheiro já está sendo percebida pelo consumidor. Os juros encolheram e os prazos de financiamento se alongaram. Segundo o Banco Central (BC), a taxa média cobrada pelos bancos das pessoas físicas passou de 62,06% ao ano, em setembro de 2005. Em fevereiro, era de 51,66%. É uma economia de R$ 42,28 em um financiamento de R$ 1.000, pagos em 12 meses. Essa quantia permitiria comprar 42 latinhas de cerveja.

Isso não significa que ele esteja comprando mais, mas sim que tem optado pelo crediário como forma de pagamento preferida. Segundo dados da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL), as consultas ao Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) só têm aumentado. Em março, houve 5,75% mais consultas do que o mesmo período do ano passado.

O consumidor também está tendo mais prazo para pagar. Em quase um ano e meio, o tempo médio de concessão dos empréstimos aumentou 22,5%, passou de 307 para 376 dias. “A baixa nos juros beneficia as vendas. Mas sentimos que os juros atuam mais como um dos fatores que têm ajudado a alavancar as vendas a prazo no crediário, juntamente com a queda da inadimplência”, avalia o presidente em exercício da entidade empresarial, Sérgio Medeiros.

A diarista Alice Patel, de Joinville, comprou um celular pré-pago em doze parcelas de R$ 24,75, mesmo tendo dinheiro para adquiri-lo à vista. “Se eu comprasse à vista, não teria dinheiro agora para comprar os créditos e o chip. Por isso prefiro pagar um pouquinho de juro e a prestação não deve pesar”, conta. A compra, que sairia R$ 99,00 à vista, vai acabar por R$ 297,00 daqui a um ano.


Fonte: A NOTÍCIA

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