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28/05/2007 - NOVA CENTRAL SINDICAL EM DEBATE

A partir de julho, a Central Autônoma de Trabalhadores (CAT), a Confederação Geral dos trabalhadores (CGT), a Social Democracia Sindical (SDS) e sindicatos independentes se tornarão uma única central sindical: a União Geral dos Trabalhadores (UGT). A unificação foi discutida sábado, em Curitiba, entre representantes regionais das entidades. O objetivo da união é alcançar mais força e representatividade.

De acordo com o presidente da SDS no Paraná, Paulo Rossi, a unificação vem sendo discutida desde o final de 2006. Já está confirmada e será feita entre os dias 19 e 21 de julho, durante congresso em São Paulo. “Hoje, as grandes fusões são uma tendência mundial. As grandes empresas se unem, formam os grandes blocos e os trabalhadores ficam à mercê dessa situação. Seguindo essa tendência, os trabalhadores resolveram se unir para poder fazer frente em defesa de seus direitos”, afirma.

Segundo Rossi, esta é a primeira vez no Brasil e no mundo que três grandes centrais sindicais se unificam. O presidente da UGT será Ricardo Patah, presidente do Sindicato dos Comerciários de São Paulo, ex-dirigente da Força Sindical. “A UGT vem com novas propostas, uma delas é defender o direito dos trabalhadores sem carteiras assinadas que estão ou na informalidade ou nas micro e pequenas empresas. Além disso vai defender várias propostas de reforma: estrutural, tributária, sindical e trabalhista”, explica Rossi.

O presidente da nacional da CAT, Laertes da Costa, comenta que o que muda é principalmente o “equilíbrio de força dos sindicatos brasileiros”. “As centrais sindicais ficarão maiores, com mais força e representatividade. Hoje existe muita divisão. Precisamos eliminar isso, partindo para a unificação. Com menos interlocutores o diálogo fica mais fácil”, conclui. Representante da executiva nacional da CGT, Tereza Cristina Delgado ainda completa que a UGT será uma “unidade de ação”. A intenção, segundo ela, é ter uma central crítica e atrelada aos interesses dos trabalhadores, “é criar um verdadeiro bioma dos trabalhadores”, cujo desafio é a inclusão.


Fonte: PARANÁ ONLINE

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