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10/07/2007 - VOLUNTÁRIO DO MARTÍRIO

Samantha Buglione
Jurista e professora / buglione@antigona.org.br

“Os homens sem imaginação adormecem descuidosos até ante os espetáculos mais grandiosos. Os que pensam, porém, não podem dormir.”
A frase de Ângelo Dourado, coronel do Exército Libertador, que relata, com o olhar do seu tempo, a Revolução de 1893, não poderia ser mais atual. Carecemos de homens e mulheres que não adormeçam, preocupados com o poder esmagador que liquida os esforços de construir uma sociedade justa e uma nação que promova o orgulho e não a vergonha.

É tempo de alerta. As guerras modernas não são travadas em trincheiras nem possuem clarins, pois são guerras de caráter. Os escândalos de Renan Calheiros, Joaquim Roriz, da Operação Navalha, Operação Furacão ou da Operação Moeda Verde, entre tantas outras que ocupam os noticiários, não são simples fatos de uma cultura, mas uma desonra que está cada vez mais presente na nossa identidade. Nós permitimos que nossa história esteja sendo contada a partir de escândalos, de corrupção e indiferença, e isso irá nos fazer desaparecer. Afinal, qual narrativa vai ser deixada para as gerações futuras? Como queremos ser lembrados?

Falta-nos a coragem daqueles que no alvorecer da revolução federalista, ou de tantas outras, tomaram partido. Apostaram seu prestígio e fortuna, ou simplesmente sua vida, e, ainda assim, sabedores de que, ao final, era mais provável a derrota, fizeram isso como guerreiros-poetas. Voluntários do martírio, não por fama ou glória, mas porque, como disse Ângelo Dourado, “a vergonha exigia”. Era, enfim, dar chance à História de ter outro final. De lá para cá, alguma coisa se perdeu. Falta-nos o clarim, cujas notas agudas penetram na alma dos voluntários.

Não se faz revolução necessariamente para vencer, mas por dever. Um dever cívico hoje restrito à memória de avós, a livros de história e a feitos de alguns poucos. Mas é esse dever que se firma nos ideais e nas causas comuns que permite a liberdade. E, como em toda a escolha, se paga um preço – o da liberdade, por certo, não é dos mais baratos. Trata-se do chamamento à ação, da insônia incômoda daqueles que sabem e que são voluntários em causas que, para tantos outros, são tidas como perdidas.

A escolha pela liberdade dá trabalho e nem sempre é compensadora. Essa é a diferença de homens e mulheres livres: um sofrimento comum, uma lucidez angustiante e escolhas muitas vezes perdidas. O fato é que parecemos entorpecidos e adormecidos diante da aceitação calada que está a marcar o caráter brasileiro. Cabe somente aos humanos a luta pelo justo; aos deuses é destinada a salvação. Não podemos nos esquecer disso.

A normalidade, ou melhor, essa normopatia, não permite mais as ações voluntariosas de heróis esquecidos, mas redunda em um certo distanciamento, isolamento e indiferença com algo que, paradoxalmente, pertence a todos e não pertence a ninguém: a cidade, as instituições, o Estado. Talvez a corrupção nos tenha anestesiado e feito desistir. A expressão “interesse público”, que muitas vezes albergou os maiores disparates, como os dos tempos da ditadura, agora nem sequer é convocada. Por tudo isso é que, como nunca, são necessários aqueles que assumem as causas ditas perdidas e lutam por reconstruir uma cidade, as instituições e o Estado e que tentarão a sorte de contar uma história diferente.

No início do século 20 havia a esperança de que os “homens do amanh㔠– cientistas, empreendedores, grandes líderes – resolveriam tudo. Philip Dick, escritor visionário, nos acordou desse sonho delirante e nos mostrou um futuro imperfeito. Devemos, sim, é acreditar em nós mesmos, seres humanos comuns fazendo coisas extraordinárias.

Essa apregoada nova subjetividade blasée, pós-moderna, felizmente enfrenta resistências. Se existem os “donos do poder”, como magistralmente escreveu Raimundo Faoro, seja em Florianópolis ou no Brasil inteiro, existem também as utopias piratas; o tigre furtivo de Ho Chi Ming enfrentando o elefante da empáfia do autoritarismo e desse desalento qualitativo que nos cerca e nauseia.


Fonte: A NOTÍCIA

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